Então escrevo
Escrevo porque agora
Só minha mente vive
Vive obedecendo ao coração
E dando coordenadas as mãos
Pensado escrever o que mal consigo falar
Escrevendo o que mal consigo entender
De olhos fechados, leio apenas as imagens
Imagens de luz, natureza e amor
Juntos em uma só.
Apenas a que escrevo.
Coordenando as mãos
Obedecendo ao coração
Porque agora a mente só vive
Então escrevo.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Rosa dos Ventos
Lembrar que foi aí
Lembrar que amou aí
Pensar hoje, que não gosta de entender o passado
E que o presente é mais interessante
Mesmo eu aqui e você aí do outro lado
Ainda amando, amando adiante.
Lembrando que é aí
Lembrando que ama aí
Foi que me disse o que sentiste
Talvez por ser cidade isolada
Por estar alegre ou até mesmo triste
Mas sabendo que sempre acompanhada
Lembrar que foi aqui
Lembrar que amei aqui
Pensando em não ser a mim travado
Refletindo tudo o que transmite
Negando o que poderia ser racionalizado
Entregando o que de mim persiste
Lembrando que é aqui
Lembrando que amo aqui
Seu lado calado
Estranha a tudo quanto existe
Sendo eu o desvairado
Que no seu coração reside.
Lembrando
Amando
Lembrar que amou aí
Pensar hoje, que não gosta de entender o passado
E que o presente é mais interessante
Mesmo eu aqui e você aí do outro lado
Ainda amando, amando adiante.
Lembrando que é aí
Lembrando que ama aí
Foi que me disse o que sentiste
Talvez por ser cidade isolada
Por estar alegre ou até mesmo triste
Mas sabendo que sempre acompanhada
Lembrar que foi aqui
Lembrar que amei aqui
Pensando em não ser a mim travado
Refletindo tudo o que transmite
Negando o que poderia ser racionalizado
Entregando o que de mim persiste
Lembrando que é aqui
Lembrando que amo aqui
Seu lado calado
Estranha a tudo quanto existe
Sendo eu o desvairado
Que no seu coração reside.
Lembrando
Amando
terça-feira, 29 de julho de 2008
Choque Térmico
Não é curiosidade! É confidência,
É estar junto mesmo nas estranhices.
Bobagem!
Se assim não queres
Também não esperes
Que eu revire o mundo procurando
Meu mundo já revirado
Já revi, irado!
Vidrado no calor da vida,
Constantemente metamórfica,
E não a ninguém eternamente.
E não há ninguém que agüente
Que nessas madrugadas quentes
Ainda permaneça a frieza,
A destreza
De ti perdida, perdendo, talvez, aprendendo.
É estar junto mesmo nas estranhices.
Bobagem!
Se assim não queres
Também não esperes
Que eu revire o mundo procurando
Meu mundo já revirado
Já revi, irado!
Vidrado no calor da vida,
Constantemente metamórfica,
E não a ninguém eternamente.
E não há ninguém que agüente
Que nessas madrugadas quentes
Ainda permaneça a frieza,
A destreza
De ti perdida, perdendo, talvez, aprendendo.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ana Utópica
Mas Ana...
Nazi-fascismo, socialismo, neo-liberalismo...
Frustrado way of life.
Ninguém, nunca, será igual ao próximo.
Respeito à diferença!
Leis de Estados anômicos.
Imposição atômica.
Cercas, secas...
Separam, não param.
Falsa democracia! República hipócrita!
Ame, Ana.
Clame por solidariedade.
Proclame ecoar amor!
Nazi-fascismo, socialismo, neo-liberalismo...
Frustrado way of life.
Ninguém, nunca, será igual ao próximo.
Respeito à diferença!
Leis de Estados anômicos.
Imposição atômica.
Cercas, secas...
Separam, não param.
Falsa democracia! República hipócrita!
Ame, Ana.
Clame por solidariedade.
Proclame ecoar amor!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Oito dígitos
Vinte quilômetros de fios telefônicos não são nada!
Com três toques, troco toda essa distância
Por um toque, colado.
Calado(,) só(,) na vontade
Coragem! Roda a engrenagem!
Silêncio, são eles! Os pulsos...
Impossíveis de esperarem tranqüilos
Os invisíveis sons
De um simples sinal de “alô”
Ou ao menos de amor.
Com três toques, troco toda essa distância
Por um toque, colado.
Calado(,) só(,) na vontade
Coragem! Roda a engrenagem!
Silêncio, são eles! Os pulsos...
Impossíveis de esperarem tranqüilos
Os invisíveis sons
De um simples sinal de “alô”
Ou ao menos de amor.
terça-feira, 8 de julho de 2008
ABNT
Legal mesmo é ver as pessoas sendo elas. Usando o cabelo delas, as unhas delas, os olhos delas, etc...
Um exemplo, que chego a me empolgar em ver, é uma negra com seu cabelo tipo “sarará crioulo”. Ver que ainda há resistência contra a influência da padronização internacional da beleza. Agora só se vê cabelos postiços, olhos postiços, unhas postiças, cílios postiços,..., vida postiça.
Difícil se sentir bem consigo vivendo em meio a essa propaganda intensiva de moda e consumo. Difícil fazer vista grossa pra’quelas pessoas que te olham torto por causa de um estilo fora de moda. Parece que as pessoas nunca encontrarão a felicidade ou que a felicidade é só uma tendência. Tendência outono-inverno e primavera-verão.
O bom é encontrar com pessoas que têm o estilo próprio, estilo de viver suas estações, estado de espírito. Porque se um dia não houver uma estação, estas não ficarão na mão, estas são elas.
A moda é a cabeça, o espírito.
A moda é viver você, e não a dançarina da "melhor banda de todos os tempos da última semana".
Um exemplo, que chego a me empolgar em ver, é uma negra com seu cabelo tipo “sarará crioulo”. Ver que ainda há resistência contra a influência da padronização internacional da beleza. Agora só se vê cabelos postiços, olhos postiços, unhas postiças, cílios postiços,..., vida postiça.
Difícil se sentir bem consigo vivendo em meio a essa propaganda intensiva de moda e consumo. Difícil fazer vista grossa pra’quelas pessoas que te olham torto por causa de um estilo fora de moda. Parece que as pessoas nunca encontrarão a felicidade ou que a felicidade é só uma tendência. Tendência outono-inverno e primavera-verão.
O bom é encontrar com pessoas que têm o estilo próprio, estilo de viver suas estações, estado de espírito. Porque se um dia não houver uma estação, estas não ficarão na mão, estas são elas.
A moda é a cabeça, o espírito.
A moda é viver você, e não a dançarina da "melhor banda de todos os tempos da última semana".
terça-feira, 1 de julho de 2008
Um vinho encorpado.
Uma dose do álcool
Um bocado de amasso na fruta
O atrito dá fogo.
Só o sabor da casca na boca
Lembranças eternas.
A próxima vez é a última.
Mas só a próxima vez.
Na hora perde-se memória
Ganha-se a glória
De sentir mais uma, duas ou até três
O inédito sabor que já mais sentira antes.
Um bocado de amasso na fruta
O atrito dá fogo.
Só o sabor da casca na boca
Lembranças eternas.
A próxima vez é a última.
Mas só a próxima vez.
Na hora perde-se memória
Ganha-se a glória
De sentir mais uma, duas ou até três
O inédito sabor que já mais sentira antes.
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