Armada
Com o coração em punhos
Municiado do que se sente
Pus as mãos para cima
Disparou em mim uma rajada
Atingindo-me do que se sente
Saquei meu coração
Disparei toda a munição
Projéteis do que se sente
Mãos que antes para o alto
Agora seguram em abraço forte
Sentindo o mesmo que se sente
Alojadas em pontos vitais
Outros tentam cirurgia
Medicina não retira o que se sente
Nem explica como dois seres
Unem-se com um coração
É amor puro o que se sente
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Pra amanhã ser.
Hoje já não quero mais sentir
Ao contrário dos demais dias
Quero perder
Não quero voltar
Nem avançar
Permaneço
Sem nostalgia
Sem atropelos
Sem saber
Quero perder!
Em melodia
Em silêncio
Abster da razão
Guardar a emoção
Preservo
Só quero perder o que senti
Ganhar o amanhã
E isso fica pro amanhecer
Novo.
Ao contrário dos demais dias
Quero perder
Não quero voltar
Nem avançar
Permaneço
Sem nostalgia
Sem atropelos
Sem saber
Quero perder!
Em melodia
Em silêncio
Abster da razão
Guardar a emoção
Preservo
Só quero perder o que senti
Ganhar o amanhã
E isso fica pro amanhecer
Novo.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Chega!
O dia de ontem acabou há dez minutos.
A eternidade acabou. Agora.
Ponto a ponto, pingo a pingo.
A corda veloz e insustentável que queima a mão
Foge ao alcance, mesmo que se grite
Ninguém lhe escuta porque é interior
A melodia de sua voz, a letra de sua boca
Indo aos poucos bocejando o ensaio do desencontro
O sarcasmo final dizia a mensagem incompreendida
Da crueldade já sendo concebida
Droga! Necessária fuga real.
Só resta esperar o levantar do dia
Pra alimentar novamente toda a esperança
Pra pelo menos te ver
Quiçá a tocar, pra não parecer querer muito
Perto dessa noite invejosa
O dia de ontem acabou há dez minutos.
A eternidade acabou. Agora.
Ponto a ponto, pingo a pingo.
A corda veloz e insustentável que queima a mão
Foge ao alcance, mesmo que se grite
Ninguém lhe escuta porque é interior
A melodia de sua voz, a letra de sua boca
Indo aos poucos bocejando o ensaio do desencontro
O sarcasmo final dizia a mensagem incompreendida
Da crueldade já sendo concebida
Droga! Necessária fuga real.
Só resta esperar o levantar do dia
Pra alimentar novamente toda a esperança
Pra pelo menos te ver
Quiçá a tocar, pra não parecer querer muito
Perto dessa noite invejosa
domingo, 15 de março de 2009
Vento oeste
Vem do sul a chuva
Do oeste a espera
Queria apenas uma curva
Alguma noite de eu-e-ela
Uma viração
Que do oeste assoprasse o vento
Devolvendo a canção
Ou parte de um dengo
Mas tenho numa noite muda
O silêncio de um penar
Só parede que escuta
Versos de em ti pensar
Sentir no peito
A falta de teu cheiro
De deitar aonde deito
E sobrar travesseiro
Se assim é
Deito no sono
Pra ao menos vê-la até
Que acorde de meus sonhos
Do oeste a espera
Queria apenas uma curva
Alguma noite de eu-e-ela
Uma viração
Que do oeste assoprasse o vento
Devolvendo a canção
Ou parte de um dengo
Mas tenho numa noite muda
O silêncio de um penar
Só parede que escuta
Versos de em ti pensar
Sentir no peito
A falta de teu cheiro
De deitar aonde deito
E sobrar travesseiro
Se assim é
Deito no sono
Pra ao menos vê-la até
Que acorde de meus sonhos
quarta-feira, 11 de março de 2009
Amargo
Mas se sente
Vai da importância
Homem, mulher, amigo, parente
Que por insistência
Negam onde são
Encena ver tanta gente passar
Dá pena saber que nem estão
De suas vidas têm medo de gastar
Oitenta anos a mais, menos viverão
Ou tentam ao menos sem mais
Aí é tarde
Perdeu-se a manhã dos sinais
De calor de sol que arde
Acorda amanhã o mesmo dos demais
O mesmo, outro dia
Ignorando acontecimentos
Daquela mesma cara que sorria
A cada dia acontece menos
Anoitecer torna mais fria
Tempos que se vão
Engana a si e finge a outrem
Sem ao menos previsão
Das mesmas coisas futuras
Que passadas se repetirão
Agora.
Vai da importância
Homem, mulher, amigo, parente
Que por insistência
Negam onde são
Encena ver tanta gente passar
Dá pena saber que nem estão
De suas vidas têm medo de gastar
Oitenta anos a mais, menos viverão
Ou tentam ao menos sem mais
Aí é tarde
Perdeu-se a manhã dos sinais
De calor de sol que arde
Acorda amanhã o mesmo dos demais
O mesmo, outro dia
Ignorando acontecimentos
Daquela mesma cara que sorria
A cada dia acontece menos
Anoitecer torna mais fria
Tempos que se vão
Engana a si e finge a outrem
Sem ao menos previsão
Das mesmas coisas futuras
Que passadas se repetirão
Agora.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Aviso: Cuidado!
Um aviso eletrônico
Com cores gritantes
Piscava em tom irônico
Anunciava o quanto antes
Todos os devidos cuidados
Todos aqueles que nunca possuí
E nem estão planejados
Não passam perto daqui
Só ver na coragem
A única oportunidade
De conseguir a passagem
Pra deixar a saudade
Até amanhã, sem medo.
Com cores gritantes
Piscava em tom irônico
Anunciava o quanto antes
Todos os devidos cuidados
Todos aqueles que nunca possuí
E nem estão planejados
Não passam perto daqui
Só ver na coragem
A única oportunidade
De conseguir a passagem
Pra deixar a saudade
Até amanhã, sem medo.
domingo, 1 de março de 2009
Hortelã Tutti-frut
Não se sabe mais quando
E nem por onde
Em qual canto
O desejo se esconde
E sem saber
Se sabe
Que o bem querer
Se cabe
Beijo no cheiro
Mordida no beijo
E nem por onde
Em qual canto
O desejo se esconde
E sem saber
Se sabe
Que o bem querer
Se cabe
Beijo no cheiro
Mordida no beijo
Assinar:
Postagens (Atom)