terça-feira, 9 de julho de 2013

Pirameidal

Etiquetaram os valores
Os preços dos custos e costumes
É tempo das altas nas ruas
Enquanto em uns, insônia
N'outros, sono de dever cumprido
(Pelo menos por hoje)

Os insônios bolam seu planos
Já aqueles, abrem mão dos seus sonhos (sono)
E tudo se encaixa
Basta saber em quem
(Pelo menos por ora)

Um tanto
meio rito.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A via

Em que pese o que se voa
Embora se a mente destoa
Povoa! Enche-me os dias
Ancora sentada na proa

Se ao lado a maré vira
O porto do barco gira
Pira! São fogos de São Pedro
Fogo, medo, pavio e mira

Pelas placas sem saídas
Nas estradas as vidas
Idas! As voltas que se dão
Manutenção em quando envelhecidas

Uma esteira criando aderência
Repulsa o que é de aparência
Evidência! É seu cultivo
São safras e suas tendências

São vias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Desfarrapada

O que poderá ser deste
Se não mais enxerga o lado
Se já não amarra o sapato
Exala em notas as vontades

Não mais lê o jornal
Apenas compra as notícias,
a opinião e a desculpa

Discurso na ponta da língua
O mais distante possível do cérebro
Usa muletas pra não cair
Mesmo não as precisando

De frente à depressão
Impulsiona para o salto
É dia de assalto
Tirar o quê de quem

E uem!

domingo, 5 de maio de 2013

Pretextualizar

Mas que loucura
Teorias guiadas às escuras
Preços e medidas que os meçam!
Fá-los terem a sobra
A desculpa pro que não presta
Isentam-lhes as cotas
Chicoteando as arestas

O suor é terceirizado
A informação, canalizada,
mastigada, pra tão logo digerir
E logrado o efeito
Mascaram-se os defeitos
Pra só então poder sorrir
e gozar do pleito

O crítico entrou em extinção
Risco à sobrevivência da humanidade
Uníssonos em uma canção
Boníssimos para sociedade
Fazem disso razão
E espalham pela cidade
Foragidos os que não, os que sim bem à vontade

terça-feira, 23 de abril de 2013

Friagem

Não cruzo mais nos teus caminhos
Diretas ou curvas desertas
Os pés não pisam, as mãos não tocam
Se quando chove, não molha

O sono que tira o sonho
Delírio que não vê a hora
Sufoca o ar vazio, o frio lá de fora

sábado, 20 de abril de 2013

Marca passo

Coração pela rua, coração só na sua
Há o que sai pela garganta
e o que escorre pelas mãos

E os poréns.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desmaio

Por entre os pedais do Centro
Em corredores de cimento

Onde sopram a estação noturna
Em que dias sedem seu tempo à lua

É hora que os pés se debatem
Os cachorros nos quintais latem

É vulto passando por imagens
Da baia de Vitória às margens

Do lado de lá da calçada
Está toda a moçada
Assustados com a menor fatia
de todas estatísticas do dia
Pois são assim e devem ser
Caso não, haja rua pra correr
Pena estarmos na mesma avenida
Em paralelas seguindo a vida

Vocês de lá, eu de par.