Por essas curvas em que passei
Um vestígio, um delay
O retrato da infância
Do Saldanha ao cais
Tais pensamentos mortais
Desfilam em perigo urbano
Tirano lhe desvia o olhar
A lua que lhe tira o ar
Que no mar se faz brinco
O ponto onde volto
Onde do bonde salto
Sem chão nem céu.
quarta-feira, 27 de março de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Gangorra
Não sabem o que leem
Ora sim, ora não, ora às vezes
Embora salva a alma
O medo lhe prega à madeira,
sobe a ladeira, come o dobrado
Ecoa o viver em pecado
Furtam-lhes o óbvio
Lentes de contato nos olhos
O absurdo se torna melhor
Estranheza do normal é pior
Enterrados vivos a esperar
Suprimido em dias
Comprimido em noites
O corpo não o cabe
O fingir que não sabe
é quem traz o conforto
Confrontar a existência
Tolerar consequências
Afagar a dor de não ser
E querer ter o que não é
Pior... O que não pode ser.
Ora sim, ora não, ora às vezes
Embora salva a alma
O medo lhe prega à madeira,
sobe a ladeira, come o dobrado
Ecoa o viver em pecado
Furtam-lhes o óbvio
Lentes de contato nos olhos
O absurdo se torna melhor
Estranheza do normal é pior
Enterrados vivos a esperar
Suprimido em dias
Comprimido em noites
O corpo não o cabe
O fingir que não sabe
é quem traz o conforto
Confrontar a existência
Tolerar consequências
Afagar a dor de não ser
E querer ter o que não é
Pior... O que não pode ser.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Nós
Se não houve um dia de pé
Restaram todos os que não
Finaliza em soro, injeção
Madrugadas em bloco
Alvoradas sem foco
Apesar do barulho
Minha paz à dois
O ano começa
E o amor continua
O mundo estremesse
E o porto segura
Restaram todos os que não
Finaliza em soro, injeção
Madrugadas em bloco
Alvoradas sem foco
Apesar do barulho
Minha paz à dois
O ano começa
E o amor continua
O mundo estremesse
E o porto segura
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Cabra-cega
Uma barra, um código de barras
Em que pese mais conhecimento
Pese e lhe põe ao solo
Abaixo da linha da pobreza
Vestida de progresso está a ordem
O lendário lobo em pele de lã
Calando-os com borrachinhas de dinheiro
Eis que são em poucos
Assim como ter é ser
Sendo que em não se tendo
Basta sobreviver
Como brincar de vivo-morto
Vivo-morto-morto-morto!
Não se dimensionam
Nem se entregam ao penar
Sorriso de ordem o move
Comove, contém, repulsa
Morto-morto-morto-vivo!
Em que pese mais conhecimento
Pese e lhe põe ao solo
Abaixo da linha da pobreza
Vestida de progresso está a ordem
O lendário lobo em pele de lã
Calando-os com borrachinhas de dinheiro
Eis que são em poucos
Assim como ter é ser
Sendo que em não se tendo
Basta sobreviver
Como brincar de vivo-morto
Vivo-morto-morto-morto!
Não se dimensionam
Nem se entregam ao penar
Sorriso de ordem o move
Comove, contém, repulsa
Morto-morto-morto-vivo!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Condução
Sobre o tempo anda em baixa
Sobrevive numa caixa
Baixa, desproporcional
Matérias e matérias mastigadas
Cuspidas em cima de plugues
Talvez o que salvasse do real
Seja quanto o desespero
Mulatas, gols e enredo
O afago ao virtual
Sobre as marquises, sonho
O que lhe dê a vida
Entre as viseiras, sono
Passaporte de ida
Naufrágio dos quatro elementos
Emparedados no cimento
Nos enquadros do legal
Liberdade na lei do mais forte
Em que nem sempre é contar com a sorte
Trilhadas por vil mortal
Submundo do cão
Todos do mesmo saco de ração
Exceção de consciência visceral
Sobrevive numa caixa
Baixa, desproporcional
Matérias e matérias mastigadas
Cuspidas em cima de plugues
Talvez o que salvasse do real
Seja quanto o desespero
Mulatas, gols e enredo
O afago ao virtual
Sobre as marquises, sonho
O que lhe dê a vida
Entre as viseiras, sono
Passaporte de ida
Naufrágio dos quatro elementos
Emparedados no cimento
Nos enquadros do legal
Liberdade na lei do mais forte
Em que nem sempre é contar com a sorte
Trilhadas por vil mortal
Submundo do cão
Todos do mesmo saco de ração
Exceção de consciência visceral
domingo, 20 de janeiro de 2013
(onda)intervalo(onda)
Mais chuvas de verão
Daquelas de efeito ciranda
Do mormaço à pancada
Onde se está, por onde anda
Como em gangorra
Quanto maior o impulso,
maior o salto, e,
o fim está nas mãos, ou não
Mas sempre um fim.
Mas sempre um fim.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Aqui-se
A incondicionalidade é o norte
Nem sempre estamos tão próximos
Esse é efeito da vida
O: "aqui se faz, aqui se vive"
Entre boas e más venturas
Desfaz e também segura
As lições que lhe tiram
As que tiram de lição
A não-plenitude não inviabiliza
Assim como nem tudo é razão
No peito de cada, um coração
Arrancando todos os porquês
Ora responde, ora resposta
Amor não vive só de paz
Seria o silêncio de bonança
É o melhor a fazer à outrem
O maior e melhor possível.
Nem sempre estamos tão próximos
Esse é efeito da vida
O: "aqui se faz, aqui se vive"
Entre boas e más venturas
Desfaz e também segura
As lições que lhe tiram
As que tiram de lição
A não-plenitude não inviabiliza
Assim como nem tudo é razão
No peito de cada, um coração
Arrancando todos os porquês
Ora responde, ora resposta
Amor não vive só de paz
Seria o silêncio de bonança
É o melhor a fazer à outrem
O maior e melhor possível.
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