A arte que parte
Na tarde que arde
Besteiras de alarde
Da parte que arde
Embora que tarde
Resulta de arte
segunda-feira, 28 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
0,42 segundos
Pior quando lhe travam por si
Sem saber a quem, sem saber a qui
Que pese todo o feito
Seja ele bom ou quase perfeito
O que a inconsequência perde
pra tudo o que não se tem razão
De ruim, quando descamba pra má ventura
De melhor quando se vive, se respira
Sem saber a quem, sem saber a qui
Que pese todo o feito
Seja ele bom ou quase perfeito
O que a inconsequência perde
pra tudo o que não se tem razão
De ruim, quando descamba pra má ventura
De melhor quando se vive, se respira
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Tamisação
Como moeda que cai na areia da praia
Enfiada no mundarel de grãos
Esperando por um vento maral
Que lhe descobrisse até que a vejam
Até que deem seu valor
Enfiada no mundarel de grãos
Esperando por um vento maral
Que lhe descobrisse até que a vejam
Até que deem seu valor
terça-feira, 25 de março de 2014
Tiração
Tirei minha primeira folga
E fui trabalhar
Tirei minha segunda
Indo estudar
Tirei a terceira folga
Pra tentar dormir
Daí fiquei exausto
Cheio de grana
E não quis mais tirá-las
Assim, tirei o trabalho
E não produzi
Tirei-me os estudos
E emburreci
Dos sonos tirados
Colori as olheiras
Daí fiquei com a liberdade
Cheio de pobreza
E resolvi não tirar mais nada
Agora acrescento medidas razoáveis
de 'cada coisa no seu lugar'
E corro da falta e do excesso
Sempre acompanhado de perto
pelo 'sem tirar, nem por'
Deixando estar errado ou certo
Sem início, nem fim
Apenas meio.
E fui trabalhar
Tirei minha segunda
Indo estudar
Tirei a terceira folga
Pra tentar dormir
Daí fiquei exausto
Cheio de grana
E não quis mais tirá-las
Assim, tirei o trabalho
E não produzi
Tirei-me os estudos
E emburreci
Dos sonos tirados
Colori as olheiras
Daí fiquei com a liberdade
Cheio de pobreza
E resolvi não tirar mais nada
Agora acrescento medidas razoáveis
de 'cada coisa no seu lugar'
E corro da falta e do excesso
Sempre acompanhado de perto
pelo 'sem tirar, nem por'
Deixando estar errado ou certo
Sem início, nem fim
Apenas meio.
quarta-feira, 19 de março de 2014
CoLapso
O absurdo é possível
Condicionado ao vulnerável
Dispensando-se o crítico
Ah, não! Desse, não!
Do crítico não precisamos
Precisamos de uma mão
Bradavam, escondidos
Há cinquenta anos
Trocou-se a ameaça por ditadura
Numa desculpa importada
A cortina linha-dura
Fez do vermelho, sangue
Do branco, do negro
Dos corpos e das almas
Cruz e espada de um só lado
Ultrapassaram o passado
Vivas em desculpas esfarrapadas
E a rédia vai no povo
Dinheiro vai pro bolso
Na bolsa, o ópio
No fundo a vida do pobre
O absurdo é possível.
Condicionado ao vulnerável
Dispensando-se o crítico
Ah, não! Desse, não!
Do crítico não precisamos
Precisamos de uma mão
Bradavam, escondidos
Há cinquenta anos
Trocou-se a ameaça por ditadura
Numa desculpa importada
A cortina linha-dura
Fez do vermelho, sangue
Do branco, do negro
Dos corpos e das almas
Cruz e espada de um só lado
Ultrapassaram o passado
Vivas em desculpas esfarrapadas
E a rédia vai no povo
Dinheiro vai pro bolso
Na bolsa, o ópio
No fundo a vida do pobre
O absurdo é possível.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Galo
O gole preso no gargalo
Quando perco a voz
É quando melhor me calo
Quando num trago
Num frago se trá-lo
Um peito em prensa
A gota que não compensa
Um fim em ralo.
Quando perco a voz
É quando melhor me calo
Quando num trago
Num frago se trá-lo
Um peito em prensa
A gota que não compensa
Um fim em ralo.
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