quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Clichê diário

No calor do vermelho pele
Com pés de areias inconstantes
Abraçado pela água gelada
Nos mais variados tons de risos
O desenho encantador
De uma boca que sorri
Sob aquele céu aberto
Que evidencia o contorno
E as nuances de curvas
Eu quero é mais.

Assim se leva as férias.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Sonorexia

Já deixei papéis escritos sobre a mesa
Com pensamentos sob mim
De letras sobre ti
Já passei momentos
De sentir sobre você
E senti momentos de estar sob você
Ao ponto de não saber do óbvio
De crer que é possível
Mas sem isso, não há o que escrever.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Horizontal

O que é dizer que o amor não existe?
Ele está sempre lá. Intocável!
Cada um com sua forma
Está na incondição
De saber compreender
O amor do próximo

No que cada paradigma
Pode oferecer
Nas frases bem-ditas
Nas frases mal-ditas
Que cada ser profere

O amor está
Nas palavras indisponíveis
Nos gestos inexpressíveis
De cada mente
Que abra espaço
Para o sentimento que grita

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Abstrato concreto

É aqui, lá, ali, acolá.
Não precisa de lugar inteiro
Meias cenas, flashs de pensamentos
Qualquer ameaça de movimento
Basta tão pouco pra ser tanto

A estranha ligação sem rótulo
Com definição de poucas letras
De nuances sufocantes
Explicáveis momentos inexplicáveis
Em cartaz diariamente, inédito

Nenhuma situação diferencia
Uma força maior, incondicional
Aponta aonde está o elo
Não adianta fechar os olhos
Não se vê do lado de fora

O diagnóstico é claro
É o único caso do mundo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Em obras

Opa!
Onde está o próximo piso?
Sua medida, seu peso, sua intensidade.
Cheguei a ver, vislumbrar
Já ia pisar.
Olhei pra baixo e... Cadê?
Presentes só os já passados

Outro dia, outro piso, outro passo
Duas vidas, uma vida
Só ou não
Ida.

domingo, 15 de novembro de 2009

Inter nação

Não se via o que se lê agora
Um sentido ficou de fora
Um sentido só ouvia o resmungo coletivo
Era só parar e ver aquele papel de parede
Contendo tudo o que há no universo
Só tinha aquilo. Imenso, imponente!

Era tudo o que não se vê todo dia
Todos tiveram a oportunidade
Era o tempo de não ver as coisas daqui
Pena que só viveram seus mundinhos
Seguem buscando por mais
Incapazes de enchergar um palmo a frente.

Gotagota

É como a terra que está sob a beira de um telhado
Por mais insistente que seja a goteira
Uma hora o impacto dos pingos não causam mais erosão
São todos absorvidos pela poça que se forma ali
Porém, esporadicamente, vem a enchurrada
E leva aquela água e também parte do terreno
Trazendo água e terra nova.
Tudo novo, de novo.