Hoje já não quero mais sentir
Ao contrário dos demais dias
Quero perder
Não quero voltar
Nem avançar
Permaneço
Sem nostalgia
Sem atropelos
Sem saber
Quero perder!
Em melodia
Em silêncio
Abster da razão
Guardar a emoção
Preservo
Só quero perder o que senti
Ganhar o amanhã
E isso fica pro amanhecer
Novo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Chega!
O dia de ontem acabou há dez minutos.
A eternidade acabou. Agora.
Ponto a ponto, pingo a pingo.
A corda veloz e insustentável que queima a mão
Foge ao alcance, mesmo que se grite
Ninguém lhe escuta porque é interior
A melodia de sua voz, a letra de sua boca
Indo aos poucos bocejando o ensaio do desencontro
O sarcasmo final dizia a mensagem incompreendida
Da crueldade já sendo concebida
Droga! Necessária fuga real.
Só resta esperar o levantar do dia
Pra alimentar novamente toda a esperança
Pra pelo menos te ver
Quiçá a tocar, pra não parecer querer muito
Perto dessa noite invejosa
O dia de ontem acabou há dez minutos.
A eternidade acabou. Agora.
Ponto a ponto, pingo a pingo.
A corda veloz e insustentável que queima a mão
Foge ao alcance, mesmo que se grite
Ninguém lhe escuta porque é interior
A melodia de sua voz, a letra de sua boca
Indo aos poucos bocejando o ensaio do desencontro
O sarcasmo final dizia a mensagem incompreendida
Da crueldade já sendo concebida
Droga! Necessária fuga real.
Só resta esperar o levantar do dia
Pra alimentar novamente toda a esperança
Pra pelo menos te ver
Quiçá a tocar, pra não parecer querer muito
Perto dessa noite invejosa
domingo, 15 de março de 2009
Vento oeste
Vem do sul a chuva
Do oeste a espera
Queria apenas uma curva
Alguma noite de eu-e-ela
Uma viração
Que do oeste assoprasse o vento
Devolvendo a canção
Ou parte de um dengo
Mas tenho numa noite muda
O silêncio de um penar
Só parede que escuta
Versos de em ti pensar
Sentir no peito
A falta de teu cheiro
De deitar aonde deito
E sobrar travesseiro
Se assim é
Deito no sono
Pra ao menos vê-la até
Que acorde de meus sonhos
Do oeste a espera
Queria apenas uma curva
Alguma noite de eu-e-ela
Uma viração
Que do oeste assoprasse o vento
Devolvendo a canção
Ou parte de um dengo
Mas tenho numa noite muda
O silêncio de um penar
Só parede que escuta
Versos de em ti pensar
Sentir no peito
A falta de teu cheiro
De deitar aonde deito
E sobrar travesseiro
Se assim é
Deito no sono
Pra ao menos vê-la até
Que acorde de meus sonhos
quarta-feira, 11 de março de 2009
Amargo
Mas se sente
Vai da importância
Homem, mulher, amigo, parente
Que por insistência
Negam onde são
Encena ver tanta gente passar
Dá pena saber que nem estão
De suas vidas têm medo de gastar
Oitenta anos a mais, menos viverão
Ou tentam ao menos sem mais
Aí é tarde
Perdeu-se a manhã dos sinais
De calor de sol que arde
Acorda amanhã o mesmo dos demais
O mesmo, outro dia
Ignorando acontecimentos
Daquela mesma cara que sorria
A cada dia acontece menos
Anoitecer torna mais fria
Tempos que se vão
Engana a si e finge a outrem
Sem ao menos previsão
Das mesmas coisas futuras
Que passadas se repetirão
Agora.
Vai da importância
Homem, mulher, amigo, parente
Que por insistência
Negam onde são
Encena ver tanta gente passar
Dá pena saber que nem estão
De suas vidas têm medo de gastar
Oitenta anos a mais, menos viverão
Ou tentam ao menos sem mais
Aí é tarde
Perdeu-se a manhã dos sinais
De calor de sol que arde
Acorda amanhã o mesmo dos demais
O mesmo, outro dia
Ignorando acontecimentos
Daquela mesma cara que sorria
A cada dia acontece menos
Anoitecer torna mais fria
Tempos que se vão
Engana a si e finge a outrem
Sem ao menos previsão
Das mesmas coisas futuras
Que passadas se repetirão
Agora.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Aviso: Cuidado!
Um aviso eletrônico
Com cores gritantes
Piscava em tom irônico
Anunciava o quanto antes
Todos os devidos cuidados
Todos aqueles que nunca possuí
E nem estão planejados
Não passam perto daqui
Só ver na coragem
A única oportunidade
De conseguir a passagem
Pra deixar a saudade
Até amanhã, sem medo.
Com cores gritantes
Piscava em tom irônico
Anunciava o quanto antes
Todos os devidos cuidados
Todos aqueles que nunca possuí
E nem estão planejados
Não passam perto daqui
Só ver na coragem
A única oportunidade
De conseguir a passagem
Pra deixar a saudade
Até amanhã, sem medo.
domingo, 1 de março de 2009
Hortelã Tutti-frut
Não se sabe mais quando
E nem por onde
Em qual canto
O desejo se esconde
E sem saber
Se sabe
Que o bem querer
Se cabe
Beijo no cheiro
Mordida no beijo
E nem por onde
Em qual canto
O desejo se esconde
E sem saber
Se sabe
Que o bem querer
Se cabe
Beijo no cheiro
Mordida no beijo
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Sob o mesmo céu
Do olhar perdido
Uma estrela cadente
O recado entendido
O pedido incidente
Hoje veio a sorte
De ter um amanhã já desejado
No estar de seu cangote
Quando a noite acordado
Nesses dias corridos
Umas noites acompanhado
Outro beijo no sorriso
Que'é pro desejo ser selado
Mas se não for, fores
No olhar se leva a imagem
De movimentos e cores
Mantendo viva, a paisagem
O aroma de flores
Mas se for, voltar
Seja bem-vinda
Também tem seu lar
À vontade se faz linda
Aqui sempre em paz
É a tristeza que se finda
É o bem que se trás
E se distante
Em outra cidade
Vem a força irradiante
Nos bons ventos da saudade.
Uma estrela cadente
O recado entendido
O pedido incidente
Hoje veio a sorte
De ter um amanhã já desejado
No estar de seu cangote
Quando a noite acordado
Nesses dias corridos
Umas noites acompanhado
Outro beijo no sorriso
Que'é pro desejo ser selado
Mas se não for, fores
No olhar se leva a imagem
De movimentos e cores
Mantendo viva, a paisagem
O aroma de flores
Mas se for, voltar
Seja bem-vinda
Também tem seu lar
À vontade se faz linda
Aqui sempre em paz
É a tristeza que se finda
É o bem que se trás
E se distante
Em outra cidade
Vem a força irradiante
Nos bons ventos da saudade.
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