Gosto da praia de dia
Lá passo a manhã
A tarde e a noite
Na maior mordomia
E quando em casa
Já quase dormia
Da morena vem o beijo
Nessa boca que sorria
...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Energizar
Não sei muito bem
Mas não entendo tanta cautela
Em querer também
Se da amizade desatrela
Sem trocas, só soma
Desviar o fluxo do comum
Até que cesse o sintoma
Validade de dia nenhum
Provar do que há de bom
Quando das risadas mais gostosas
Estrear o som
De bocas ansiosas
Mas não entendo tanta cautela
Em querer também
Se da amizade desatrela
Sem trocas, só soma
Desviar o fluxo do comum
Até que cesse o sintoma
Validade de dia nenhum
Provar do que há de bom
Quando das risadas mais gostosas
Estrear o som
De bocas ansiosas
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Surtindo
Uma nova era
Uma nuvem era
De passagem pela terra
Liquidez fragmentada
Cada um no seu tom
No que cada um assenta
Aqui resta a batida lenta
De movimento involuntário
Involuntário pra que não pare
Lembra-te de viver
Perceba que molha teu rosto
Absorva antes que seque
Duas correntes que se encontram pelo vento
Movimenta(n)do natureza
Muito ou pouco tempo
Movimente-se! Sutileza.
Uma nuvem era
De passagem pela terra
Liquidez fragmentada
Cada um no seu tom
No que cada um assenta
Aqui resta a batida lenta
De movimento involuntário
Involuntário pra que não pare
Lembra-te de viver
Perceba que molha teu rosto
Absorva antes que seque
Duas correntes que se encontram pelo vento
Movimenta(n)do natureza
Muito ou pouco tempo
Movimente-se! Sutileza.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Reciclareciclar...
Causava agonia
Vê-la às vezes com todas aquelas malas
Mas, isso, entendi quando não a vi mais
Apenas a falta em palavras.
Se olhar para o outro lado
Vê-se dois homens, rochas
Lapidadas em lágrimas
Dores de amor, dores de interesses
Dias confusos, exaustão física
A cabeça no lugar pôde ajudar
Até chegar à glória de numa tarde de domingo
Poder ver meus pés no fundo do mar
Sentir na essência toda a pureza se dissolvendo
Pronto pro re-ciclo.
Vê-la às vezes com todas aquelas malas
Mas, isso, entendi quando não a vi mais
Apenas a falta em palavras.
Se olhar para o outro lado
Vê-se dois homens, rochas
Lapidadas em lágrimas
Dores de amor, dores de interesses
Dias confusos, exaustão física
A cabeça no lugar pôde ajudar
Até chegar à glória de numa tarde de domingo
Poder ver meus pés no fundo do mar
Sentir na essência toda a pureza se dissolvendo
Pronto pro re-ciclo.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
À deriva
O mar revolto não me enjoa
Mas já vejo portos, alguns seguros
Não posso controlar o vento
As cordas estão em minhas mãos
Posso ancorar, recolher velas, atracar
Mas em deriva vou de um lado a outro
Preso ao porto barco não tem balanço próprio
As correntezas me levam a outros mares
Ondas, altas e baixas.
Às vezes só nas altas ou baixas.
Mas já vejo portos, alguns seguros
Não posso controlar o vento
As cordas estão em minhas mãos
Posso ancorar, recolher velas, atracar
Mas em deriva vou de um lado a outro
Preso ao porto barco não tem balanço próprio
As correntezas me levam a outros mares
Ondas, altas e baixas.
Às vezes só nas altas ou baixas.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Santa sujeira
Pelas ruas, o vento tenta limpar papéis santos
De homens decaídos
De ideologias vendidas
Cristãos comunistas, democratas fascistas
Todas de mãos dadas, diretas e esquerdas no centro
Coligação em um só partido
Numa escala hierárquica pra ser repartido
Não dividido
Comprando os mesmos necessitados
Que tiveram o dinheiro roubado
Papéis principais, coadjuvantes, figurantes, ignorantes,...
Todos trabalham na cena
Depois da gravação é só repetir o mesmo filme
Homens impotentes, fingindo ter autonomia suficiente
Dançando conforme a música cíclica oligárquica
Não há mais teo, nem antropo
Apenas Moneycentrismo
Não há nem o divino e nem o humano
Uma corrida alucinada contra o tempo
Pra ser um ter, sem ter tempo pra ser
Todos marcando a mesma passada,
Uma marcha, um líder, um cifrão.
Se os fins justificam os meios
Ser humano é destruir o meio para obter o fim
Alastra-se a selva de pedra
Daqui vejo o vento que soprará todos os santos, santinhos e santões.
De homens decaídos
De ideologias vendidas
Cristãos comunistas, democratas fascistas
Todas de mãos dadas, diretas e esquerdas no centro
Coligação em um só partido
Numa escala hierárquica pra ser repartido
Não dividido
Comprando os mesmos necessitados
Que tiveram o dinheiro roubado
Papéis principais, coadjuvantes, figurantes, ignorantes,...
Todos trabalham na cena
Depois da gravação é só repetir o mesmo filme
Homens impotentes, fingindo ter autonomia suficiente
Dançando conforme a música cíclica oligárquica
Não há mais teo, nem antropo
Apenas Moneycentrismo
Não há nem o divino e nem o humano
Uma corrida alucinada contra o tempo
Pra ser um ter, sem ter tempo pra ser
Todos marcando a mesma passada,
Uma marcha, um líder, um cifrão.
Se os fins justificam os meios
Ser humano é destruir o meio para obter o fim
Alastra-se a selva de pedra
Daqui vejo o vento que soprará todos os santos, santinhos e santões.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Então, até a próxima estação.
Alimentou-se de bons frutos, descansou
Despertou com o vento frio
Mesmo sem direção
A flor que na primavera desabrochou
Sentindo o calor no sol, do próximo verão
Encontrando a luz que resplandece amor
Num canto ouve-se o som
Da respiração ofegante, da voz ronronante
Debaixo do lençol da cama nua
Transpira ação, trançando, unindo versos
Em um corpo só, acompanhado de duas almas cruas
Que resplandecerão e trarão novos frutos
Pra recomeçar o novo ciclo, inconstante
De estações pouco definidas.
As vezes distantes, mas sempre unidas.
Amor atemporal em almas de luz.
Despertou com o vento frio
Mesmo sem direção
A flor que na primavera desabrochou
Sentindo o calor no sol, do próximo verão
Encontrando a luz que resplandece amor
Num canto ouve-se o som
Da respiração ofegante, da voz ronronante
Debaixo do lençol da cama nua
Transpira ação, trançando, unindo versos
Em um corpo só, acompanhado de duas almas cruas
Que resplandecerão e trarão novos frutos
Pra recomeçar o novo ciclo, inconstante
De estações pouco definidas.
As vezes distantes, mas sempre unidas.
Amor atemporal em almas de luz.
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